sábado, 25 de maio de 2013

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Início da chamada Carta de Barnabé

(Cap.1,1-8;2,1-5:Funk1,3-7)

(Séc. II)

Saúdo-vos na paz, filhos e filhas, em nome do Senhor que nos ama.

Por serem grandes e preciosas as liberalidades que Deus vos concedeu, mais que tudo e
intensamente me alegro por vos saber felizes e esclarecidos. Pois assim acolhestes a graça do
dom espiritual, enxertada na alma. Por isto ainda mais me felicito com a esperança de ser salvo,
ao ver realmente derramado sobre vós o Espírito vindo da copiosa fonte do Senhor.

Estou plenamente convencido e consciente de que ao falar convosco vos ensinei muitas coisas,
porque o Senhor me acompanhou no caminho da justiça; e sinto-me fortemente impelido a
amar-vos mais do que a minha vida, porque são grandes a fé e a caridade que existem em vós
pela esperança da vida. Tendo em consideração que, se é de meu interesse por vossa causa
partilhar convosco algo do que recebi, será minha paga servir a tais pessoas. Decidi, então,
escrever-vos poucas palavras, para que, junto com a fé, tenhais perfeita ciência.

São três os preceitos do Senhor: a esperança da vida, início e fim de nossa fé; a justiça, início e
fim do direito; caridade alegre e jovial, testemunho das obras de justiça.

Pelos profetas, o Senhor fez-nos conhecer as coisas passadas, as presentes e deu-nos saborear as
primícias das futuras. Ao vermos tudo acontecer por ordem, tal como falou, devemos nós, mais
ricos e seguros, assimilar o seu temor.

 Quanto a mim, não como mestre, mas como um de vós, mostrarei alguns poucos pontos, pelos
quais vos alegrareis nas circunstâncias atuais.

Nestes dias maus, ele mostra seu poder; empenhemo-nos, pois, de coração em perscrutar os
mandamentos do Senhor. Nossos auxiliares são o temor e a paciência; apóiam-nos a
generosidade e a continência que, aos olhos do Senhor, permanecem castas, no convívio da
sabedoria, inteligência, ciência e conhecimento.

Todos os profetas nos revelaram não ter ele necessidade de sacrifícios nem de holocaustos nem
de oblações, dizendo: Que tenho a ver com a multidão de vossos sacrifícios? diz o Senhor.
Estou farto de holocaustos, de gorduras dos cordeiros; não quero o sangue de touros e de
cabritos, mesmo que venhais à minha presença. Quem exige isto de vossas mãos? Não pisareis
mais em meus átrios. Trazeis oblações de farinha? Será em vão. O incenso me é abominável;
vossos novilúnios e solenidades, não as suporto (cf. Is 1,11-13).

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