quarta-feira, 29 de maio de 2013

___________________________________________________

Ofício das Leituras
(para Vigílias clique aqui)
introdução
ouvir: 
 V. Vinde, ó Deus em meu auxílio.
 
R.
 Socorrei-me sem demora.
 Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
 Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente ao Ofício das Leituras.

Hino
ouvir: 
A Santa Festa alegres celebremos,
vibre o louvor em nossos corações;
termine o velho e tudo seja novo:
o coração, a voz e as ações.

Da Última Ceia a noite recordamos,
em que Jesus se deu, Cordeiro e Pão;
conforme as leis entregues aos antigos,
ele também se entrega a seus irmãos.

Aos fracos deu seu corpo em alimento,
aos tristes deu seu sangue por bebida.
Diz: “Recebei o cálice com vinho,
dele bebei, haurindo eterna vida”.

Instituído estava o sacrifício,
que aos seus ministros Cristo confiou.
Devem tomá-lo e dá-lo aos seus irmãos,
seguindo assim as ordens do Senhor.

O Pão dos anjos fez-se pão dos homens,
o pão do céu põe término às figuras.
Oh maravilha: a carne do Senhor
é dada a pobres, frágeis criaturas.

A vós, ó Una e Trina Divindade,
pedimos: Vinde, ó Deus, nos visitai
e pela santa estrada conduzi-nos
à nossa meta, à luz onde habitais.
Salmodia

Ant. 1 Dizei aos convidados: Preparei o meu banquete,
vinde à festa nupcial. Aleluia.
Salmo 22(23) ouvir: 
O Bom Pastor
O Cordeiro será o seu pastor e os conduzirá às fontes da água da vida (Ap 7,17). 
1 O Senhor é o pastor que me conduz; *
não me falta coisa alguma.
2 Pelos prados e campinas verdejantes *
ele me leva a descansar.
– Para as águas repousantes me encaminha, *
3 e restaura as minhas forças.

– Ele me guia no caminho mais seguro, *
pela honra do seu nome.
4 Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, *
nenhum mal eu temerei;
– estais comigo com bastão e com cajado; *
eles me dão a segurança!

5 Preparais à minha frente uma mesa, *
bem à vista do inimigo,
– e com óleo vós ungis minha cabeça; *
o meu cálice transborda.

6 Felicidade e todo bem hão de seguir-me *
por toda a minha vida;
– e, na casa do Senhor, habitarei *
pelos tempos infinitos.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia. 
  
Ant. Dizei aos convidados: Preparei o meu banquete,
vinde à festa nupcial. Aleluia.

Ant. 2 Quem tem sede venha a mim,
venha e beba à fonte eterna. 
Salmo 41(42) ouvir: 
2 Assim como a corça suspira *
pelas águas correntes,
– suspira igualmente minh’alma *
por vós, ó meu Deus!

3 Minha alma tem sede de Deus, *
e deseja o Deus vivo.
– Quando terei a alegria de ver *
a face de Deus?

4 O meu pranto é o meu alimento *
de dia e de noite,
– enquanto insistentes repetem: *
'Onde está o teu Deus?'

5 Recordo saudoso o tempo *
em que ia com o povo.
– Peregrino e feliz caminhando *
para a casa de Deus,
– entre gritos, louvor e alegria *
da multidão jubilosa.

6 Por que te entristeces, minh’alma, *
a gemer no meu peito?
– Espera em Deus! Louvarei novamente *
o meu Deus Salvador!

7 Minh’alma está agora abatida, *
e então penso em vós,
– do Jordão e das terras do Hermon *
e do monte Misar. 

8 Como o abismo atrai outro abismo, *
ao fragor das cascatas,
– vossas ondas e vossas torrentes *
sobre mim se lançaram.

9 Que o Senhor me conceda de dia *
sua graça benigna
– e de noite, cantando, eu bendigo *
ao meu Deus, minha vida.

10 Digo a Deus: 'Vós que sois meu amparo, *
por que me esqueceis?
– Por que ando tão triste e abatido *
pela opressão do inimigo?'

11 Os meus ossos se quebram de dor, *
ao insultar-me o inimigo;
– ao dizer cada dia de novo: *
'Onde está o teu Deus?'

12 Por que te entristeces, minh’alma, *
a gemer no meu peito?
– Espera em Deus! Louvarei novamente *
o meu Deus Salvador!
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Quem tem sede venha a mim,
venha e beba à fonte eterna.

Ant. 3 O Senhor nos saciou com a flor do trigo,
e como mel que sai da rocha nos fartou.
Salmo 80(81) 
2 Exultai no Senhor, nossa força, *
e ao Deus de Jacó aclamai!
3 Cantai salmos, tocai tamborim, *
harpa e lira suaves tocai!
4 Na lua nova soai a trombeta, *
na lua cheia, na festa solene!

5 Porque isto é costume em Jacó, *
um preceito do Deus de Israel;
6 uma lei que foi dada a José, *
quando o povo saiu do Egito.

= Eis que ouço uma voz que não conheço: †
7 'Aliviei as tuas costas de seu fardo,*
cestos pesados eu tirei de tuas mãos.
=8 Na angústia a mim clamaste, e te salvei, †
de uma nuvem trovejante te falei, *
e junto às águas de Meriba te provei.

9 Ouve, meu povo, porque vou te advertir! *
Israel, ah! se quisesses me escutar:
10 Em teu meio não exista um deus estranho *
nem adores a um deus desconhecido!
11 Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor, †
que da terra do Egito te arranquei. *
Abre bem a tua boca e eu te sacio!

12 Mas meu povo não ouviu a minha voz, *
Israel não quis saber de obedecer-me.
13 Deixei, então, que eles seguissem seus caprichos, *
abandonei-os ao seu duro coração.

14 Quem me dera que meu povo me escutasse! *
Que Israel andasse sempre em meus caminhos!
15 Seus inimigos, sem demora, humilharia *
e voltaria minha mão contra o opressor.

16 Os que odeiam o Senhor, o adulariam, *
seria este seu destino para sempre;
17 eu lhe daria de comer a flor do trigo, *
e como mel que sai da rocha o fartaria.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. O Senhor nos saciou com a flor do trigo,
e como mel que sai da rocha nos fartou.

V. A Sabedoria construiu a sua casa, aleluia.
R. Pôs a mesa com seu vinho generoso, aleluia.

Primeira leitura
Do Livro do Êxodo                 24,1-11

Viram a Deus, e comeram e beberam

            Naqueles dias: 1Deus disse a Moisés: “Sobe até ao Senhor, tu e Aarão, Nadab, Abiú e os setenta anciãos de Israel, e prostrai-vos à distância. 2Só Moisés se aproximará do Senhor. Os outros não se aproximarão, nem o povo subirá com ele”.
             3Moisés veio e transmitiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os decretos. O povo respondeu em coro: “Faremos tudo o que o Senhor nos disse”. 4Então Moisés escreveu todas as palavras do Senhor. Levantando-se na manhã seguinte, ergueu ao pé da montanha um altar e doze marcos de pedra pelas doze tribos de Israel. 5Em seguida, mandou alguns jovens israelitas oferecer holocaustos e imolar novilhos como sacrifícios pacíficos ao Senhor.6Moisés tomou metade do sangue e o pôs em vasilhas, e derramou a outra metade sobre o altar. 7Tomou depois o livro da aliança e o leu em voz alta ao  povo, que respondeu: “Faremos tudo o que o Senhor disse e lhe obedeceremos”. 8Moisés, então, com o sangue separado, aspergiu o povo, dizendo: “Este é o sangue da aliança, que o Senhor fez convosco, segundo todas estas palavras”.
            9Moisés subiu com Aarão, Nadab e Abiú e os setenta anciãos de Israel. 10E viram o Deus de Israel, e sob os seus pés havia uma espécie de pavimento de safira, límpido como o próprio céu.11Ele não estendeu a mão contra os escolhidos dentre os filhos de Israel; eles viram a Deus e depois comeram e beberam.

Responsório Jo 6,48.49.50.51ab

R. Eu sou o pão da vida; vossos pais, no deserto,
comeram o maná e no entanto morreram.
* É este o pão vivo, descido dos céus,
para que todo aquele que dele comer
não morra, aleluia.
V. Eu sou o pão vivo, descido dos céus;
quem comer deste pão, viverá para sempre.
* É este.

Segunda leitura
Das Obras de Santo Tomás de Aquino, presbítero

(Opusculum 57, In festo Corporis Christi, lect. 1-4)              (Séc.XIII)

Ó precioso e admirável banquete!
            O unigênito Filho de Deus, querendo fazer-nos participantes da sua divindade, assumiu nossa natureza, para que, feito homem, dos homens fizesse deuses.
            Assim, tudo quanto assumiu da nossa natureza humana, empregou-o para nossa salvação. Seu corpo, por exemplo, ele o ofereceu a Deus Pai como sacrifício no altar da cruz, para nossa reconciliação; seu sangue, ele o derramou ao mesmo tempo como preço do nosso resgate e purificação de todos os nossos pecados.
            Mas, a fim de que permanecesse para sempre entre nós o memorial de tão imenso benefício, ele deixou aos fiéis, sob as aparências do pão e do vinho, o seu corpo como alimento e o seu sangue como bebida. Ó precioso e admirável banquete, fonte de salvação e repleto de toda suavidade! Que há de mais precioso que este banquete? Nele, já não é mais a carne de novilhos e cabritos que nos é dada a comer, como na antiga Lei, mas é o próprio Cristo, verdadeiro Deus, que se nos dá em alimento. Poderia haver algo de mais admirável que este sacramento?
            De fato, nenhum outro sacramento é mais salutar do que este; nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais.
            É oferecido na Igreja pelos vivos e pelos mortos, para que aproveite a todos o que foi instituído para a salvação de todos.
            Ninguém seria capaz de expressar a suavidade deste sacramento; nele se pode saborear a doçura espiritual em sua própria fonte; e torna-se presente a memória daquele imenso e inefável amor que Cristo demonstrou para conosco em sua Paixão.
            Enfim, para que a imensidade deste amor ficasse mais profundamente gravada nos corações dos fiéis, Cristo instituiu este sacramento durante a última Ceia, quando, ao celebrar a Páscoa com seus discípulos, estava prestes a passar deste mundo para o Pai. A Eucaristia é o memorial perene da sua Paixão, o cumprimento perfeito das figuras da Antiga Aliança e o maior de todos os milagres que Cristo realizou. É ainda singular conforto que ele deixou para os que se entristecem com sua ausência.

Responsório

R. Reconhecei neste pão, quem na cruz foi pregado
neste cálice aquilo que do lado jorrou.
Tomai e comei, é o corpo de Cristo;
tomai e bebei, é o sangue de Cristo.
* Nós já nos tornamos os membros de Cristo.
V. Não queirais separar-vos, comei o que une,
para não parecerdes sem valor a vós mesmos,
bebei vosso preço. * Nós já.

 HINO TE DEUM (A VÓS, Ó DEUS, LOUVAMOS)
A vós, ó Deus, louvamos,
a vós, Senhor, cantamos.
A vós, Eterno Pai,
adora toda a terra.

A vós cantam os anjos,
os céus e seus poderes:
Sois Santo, Santo, Santo,
Senhor, Deus do universo!

Proclamam céus e terra
a vossa imensa glória.
A vós celebra o coro
glorioso dos Apóstolos,

Vos louva dos Profetas
a nobre multidão
e o luminoso exército
dos vossos santos Mártires.

A vós por toda a terra
proclama a Santa Igreja,
ó Pai onipotente,
de imensa majestade,

e adora juntamente
o vosso Filho único,
Deus vivo e verdadeiro,
e ao vosso Santo Espírito.

Ó Cristo, Rei da glória,
do Pai eterno Filho,
nascestes duma Virgem,
a fim de nos salvar.

Sofrendo vós a morte,
da morte triunfastes,
abrindo aos que têm fé
dos céus o reino eterno.

Sentastes à direita
de Deus, do Pai na glória.
Nós cremos que de novo
vireis como juiz.

Portanto, vos pedimos:
salvai os vossos servos,
que vós, Senhor, remistes
com sangue precioso.

Fazei-nos ser contados,
Senhor, vos suplicamos,
em meio a vossos santos
na vossa eterna glória.
(A parte que se segue pode ser omitida, se for oportuno).
Salvai o vosso povo.
Senhor, abençoai-o.
Regei-nos e guardai-nos
até a vida eterna.

Senhor, em cada dia,
fiéis, vos bendizemos,
louvamos vosso nome
agora e pelos séculos.

Dignai-vos, neste dia,
guardar-nos do pecado.
Senhor, tende piedade
de nós, que a vós clamamos.

Que desça sobre nós,
Senhor, a vossa graça,
porque em vós pusemos
a nossa confiança.

Fazei que eu, para sempre,
não seja envergonhado:
Em vós, Senhor, confio,
sois vós minha esperança!
Oração  
Senhor Jesus Cristo, neste admirável sacramento, nos deixastes o memorial da vossa paixão. Dai-nos venerar com tão grande amor o mistério do vosso Corpo e do vosso Sangue, que possamos colher continuamente os frutos da vossa redenção. Vós, que viveis e reinais com o Pai, na unidade do Espírito Santo.
Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.


  Powered by Google Tradutor

Exortação do Papa Francisco na missa diária celebrada na capela da Casa Santa Marta


     O ‘anúncio’ de Jesus não é um revestimento, uma pintura, mas entra no coração e nos transforma. Foi o que disse Papa Francisco na missa desta manhã, na Casa Santa Marta. Ele reiterou que seguir Jesus não significa ter mais poder, porque o Seu caminho é o da Cruz.

     Da Missa, concelebrada pelo Monsenhor Rino Fisichella e Monsenhor José Octavio Ruiz Arenas, presidente e secretário do Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, participou um grupo de sacerdotes do mesmo dicastério.
     Conforme relatado pela Rádio Vaticano, também participou da missa um grupo de funcionários da central termoelétrica e do laboratório de carpintaria do Governatorato do Vaticano, acompanhado pelo engenheiro Pier Carlo Cuscianna, diretor dos Serviços Técnicos do Governatorato.
     Qual será a nossa recompensa por te seguir? O Papa Francisco iniciou sua homilia a partir da pergunta que Pedro faz a Jesus e, afinal, refere-se à vida de cada cristão.E Jesus responde que aqueles que o seguirem terão “muitas coisas boas”, mas sofrerão “perseguição”.O caminho do Senhor, continuou ele, "é um caminho de abaixamento, um caminho que termina na Cruz”.
     Por isso, acrescentou, "sempre haverá dificuldades", "perseguições". Sempre será porque “Ele fez esse caminho antes” de nós.
     “Seguir Jesus sim, mas até um certo ponto; seguir Jesus como uma forma cultural: sou cristão, tenho esta cultura...mas sem a exigência da verdadeira sequela de Jesus, a exigência de ir pelo seu caminho". “Quem acompanha Jesus como um ‘projeto cultural’, usa esta estrada para subir na vida, para ter mais poder. E a história da Igreja tem muito disso, começando por certos imperadores, governantes... e também alguns - não muitos, mas alguns - padres e bispos, não? Alguns deles pensam que seguir Jesus é fazer carreira”.
     O Papa recordou que "na literatura dos últimos dois séculos", costumava-se falar "de uma criança que queria fazer uma carreira eclesiástica". Ele reiterou que "muitos cristãos, tentados pelo espírito do mundo, acreditam que seguir Jesus é bom porque é possível fazer carreira”. Mas este não é "o espírito", pelo contrário, Jesus responde a Pedro: "Sim, eu vou te dar tudo, mas com perseguições".
     "Não é possível remover a Cruz do caminho com Jesus: está sempre ali". E, no entanto, segundo ele, isso não significa que os cristãos devem sair ressentidos. O cristão "segue Jesus por amor e quando você segue Jesus por amor, a inveja do diabo faz muitas coisas”. O "espírito do mundo - destacou o Papa -não tolera isso, não tolera o testemunho".
     “Pensem em Madre Teresa: dizem que era uma bela mulher, que fez muito pelos outros, mas o espírito ‘mundano’ nunca disse que a Beata Teresa, todos os dias, por horas, fazia adoração... Costuma-se reduzir a atividade cristã ao bem social, como se a existência cristã fosse um verniz, uma pátina de cristianismo. O anúncio não é uma pátina: vai aos ossos, ao coração, dentro de nós e nos transforma. Isso o espírito ‘mundano’ não tolera e aí acontecem as perseguições”.
     Aquele que deixa sua casa, família para seguir Jesus - repetiu Francisco- receberá cem vezes mais ", agora, neste momento". Cem vezes com perseguições.

  Powered by Google Tradutor

     Que eu te conheça, ó conhecedor meu! Que eu também te conheçacomo sou conhecido! Tu, ó força de minha alma, entra dentro dela, ajusta-a a ti, para a teres e possuíres sem mancha nem ruga. Esta é a minha esperança e por isso falo. Nesta esperança, alegro-me quando sensatamente me alegro. Tudo o mais nesta vida tanto menos merece ser chorado quanto mais é chorado, e tanto mais seria de chorar quanto menos é chorado. Eis que amas a verdade, pois quem a faz, chega-se à luz. Quero fazê-la no meu coração, diante de ti, em confissão, com minha pena, diante de muitas testemunhas.
     A ti, Senhor, a cujos olhos está a nu o abismo da consciência humana, que haveria de oculto em mim, mesmo que não quisesse confessá-lo a ti? Eu te esconderia a mim mesmo, e nunca a mim diante de ti. Agora, porém, quando os meus gemidos testemunham que eu me desagrado de mim mesmo, enquanto tu refulges e agradas, és amado e desejado, que eu me envergonhe de mim mesmo, rejeite-me e te escolha! Nem a ti nem a mim seja eu agradável, anão ser por ti.
     Seja eu quem for, sou a ti manifesto e declarei com que proveito o fiz. Não o faço por palavras e vozes corporais, mas com palavras da alma e clamor do pensamento. A tudo o teu ouvido escuta. Quando sou mau, confessá-lo a ti nada mais é do que não o atribuir a mim. Quando sou bom, confessá-lo a ti nada mais é do que não o atribuir a mim. Porque tu, Senhor, abençoas o justo, antes, porém, o justificas quando ímpio. Na verdade minha confissão, ó meu Deus, faz-se diante de ti em silêncio e não em silêncio porque cala-se o ruído, clama o afeto.
     Tu me julgas, Senhor, porque nenhum dos homens conhece o que há no homem a não ser o espírito do homem que nele está. Há, contudo, no homem algo que nem o próprio espírito do homem, que nele está, conhece. Tu, porém, Senhor, conheces tudo dele, pois tu o fizeste. Eu, na verdade, embora diante de ti me despreze e me considere pó e cinza, conheço algo de ti que ignoro de mim.
     É certo que agora vemos como em espelho e obscuramente, ainda não face a face. Por isto enquanto eu peregrino longe de ti, estou mais presente a mim do que a ti e, no entanto, sei que és totalmente impenetrável, ao passo que ignoro a que tentações posso ou não resistir. Mas aí está a esperança, porque és fiel e não permites sermos tentados acima de nossas forças e dás, com a tentação, a força para suportá-la.
     Confessarei aquilo que de mim conheço, confessarei o que desconheço. Porque o que sei de mim, por tua luz o sei; e o que de mim não sei, continuarei a ignorá-lo até que minhas trevas se mudem em meio-dia diante de tua face.
Fonte: Dos Livros das Confissões, de Santo Agostinho, bispo
(Lib. 10,1,1-2,2;5.7: CCL 27,155.158)            (Séc.V)
e  Liturgia das Horas http://www.liturgiadashoras.org/
  Powered by Google Tradutor

Temos que nos despir da "cultura do bem-estar", que nos deixa preguiçosos, egoístas e pouco corajosos
     - Bem-estar, fascínio, riqueza. Conceitos que, na vida cotidiana, nos atraem a ponto de ser considerados valores, mas que, na vida cristã, impedem a missão fundamental: seguir Jesus Cristo.
     O papa Francisco segue adiante na formação das consciências, tarefa que ele começou há mais de dois meses com as homilias na Casa Santa Marta, e agora a enriquece com um novo elemento: ajudar-nos a entender quais são os obstáculos que nos impedem de seguir Jesus, para nos livrarmos desses impedimentos. Hoje ele abordou, em particular, a "cultura do bem-estar" e o "fascínio do provisório".
     Estas foram as duas expressões centrais da homilia desta manhã, na missa concelebrada com o cardeal Philippe Barbarin, arcebispo de Lyon. Participaram da celebração dom Zygmunt Zimowski, os membros do Conselho Pontifício para os Agentes de Saúde e um grupo de colaboradores dos Serviços Financeiros do governatorato vaticano.
     O papa reflete sobre o evangelho do dia, em que um jovem pergunta a Jesus o que fazer para ganhar a vida eterna e o Mestre o convida a doar toda a sua riqueza aos pobres e segui-lo. "Mas, diante destas palavras", diz o evangelista Marcos, o jovem "franziu a testa e retirou-se entristecido" (Mc 10, 17-27). O papa Francisco ressalta as palavras de Cristo aos seus discípulos: "Como é difícil, para aqueles que têm riquezas, entrar no reino de Deus!". E acrescenta: "As riquezas são um impedimento que dificulta o caminho para o Reino de Deus".
     Não se trata apenas de bens materiais: "cada um de nós tem as suas ‘riquezas’", disse o Santo Padre. “Todo mundo sempre tem algo que o impede de seguir Jesus”. É necessário, por isso, "fazer um exame de consciência para descobrir quais são as nossas ‘riquezas’" e por que "elas nos impedem de seguir Jesus pela estrada da vida".
     Em particular, Bergoglio aponta duas que ele chama de "riquezas culturais". A primeira é a "cultura do bem-estar", que "nos anestesia", "nos deixa preguiçosos, egoístas e pouco corajosos", induzindo-nos a argumentações como: "Não, não, mais do que um filho não, porque não poderíamos tirar férias, não poderíamos ir a tal lugar, não poderíamos comprar a casa. É bom seguir Jesus, mas até certo ponto".
     "É isto o que o bem-estar provoca", diz Francisco. "Todos nós sabemos como é o bem-estar, mas ele nos joga para baixo, nos tira a coragem, aquela coragem firme para caminharmos junto com Jesus".
     Há também o "fascínio do provisório, outra ‘riqueza’ da nossa cultura". E nós estamos profundamente “encantados” com ela, em contraste com as "propostas definitivas" de Deus, das quais "temos medo".
     "Ele é o Senhor do tempo, e nós somos os senhores do momento. Por quê?", indaga Bergoglio. E responde: "Porque, no momentâneo, nós somos os patrões: até ali eu sigo Jesus, mas depois vou pensar. Eu já ouvi falar de um jovem que queria ser padre, mas só durante dez anos, não mais do que isso... Quantos casais, quantos casais se casam dizendo sem dizer, dizendo no coração: ‘enquanto o amor durar, e depois vamos ver...’".
     Os cristãos não são assim. Os cristãos são "senhores do tempo". "Eu penso”, disse o papa, “em tantos, tantos homens e mulheres que deixaram a sua terra natal e partiram como missionários para a vida toda!". Assim como em tantos homens e mulheres que "deixaram as suas casas para construir um casamento para a vida inteira. Isto é seguir Jesus de perto! Isto é o definitivo!".
     "O fascínio do provisório" e a "cultura de bem-estar" são, portanto, os dois obstáculos que, "neste momento, nos impedem de ir para frente". Até os discípulos se viram diante "do convite de Jesus" a abandonar essas duas "riquezas culturais". E, como nós, eles também ficaram "desconcertados", ou até mesmo “estupefatos” com esse discurso de Jesus.
     Peçamos ao Senhor "a coragem de ir para frente, despindo-nos dessa cultura do bem-estar". Mas peçamos "com esperança", com aquela esperança verdadeira “do fim da estrada, onde Ele nos espera, no tempo; não com a pequena esperança do momento que não serve mais".
Fonte: Zenit.org
  Powered by Google Tradutor

Por:Marcel Domergue, jésuite
QUINTA FEIRA, 30 DE MAIO DE 2013: CORPO E SANGUE DE CRISTO
Vida oferecida. Ao oferecer seu Corpo e seu Sangue na cruz, Jesus nos dá condição de tornarmo-nos nós mesmos uma célula de seu corpo entregue e de seu sangue derramado.
Textos desta Quinta Feira
A ligação entre Morte e Ressurreição do Senhor e a Eucaristia realça o poder deste sacramento, o Sacramento da salvação!
O ESCÂNDALO DA CRUZ
     Deus triturado como o grão; Deus pisado e espremido como caldo de uva. São imagens terríveis e, refletindo bem, escandalosas. Muitos, até mesmo entre os cristãos, não suportam os crucifixos nem outras lembranças do calvário, mas isto não os impede de olhar, ao preço de uma emoção passageira, as notícias de TV que mostram os cadáveres no Iraque, no Sudão, na Síria... 
     Que Deus tenha chegado a tal limite, de ter sido arrolado entre os chacinados todos do mundo, é este o escândalo da Cruz. Nela pregado, ele representa e reúne em si mesmo todas estas vítimas, fazendo-as viver de sua vida. A morte é impotente diante de um Amor como este.
      Deus se dá a Si mesmo em alimento porque, de múltiplas maneiras, nós nos devoramos mutuamente: "Quando comem seu pão, é o meu povo que devoram" (Salmo 14,4). A cruz só, retirada de seu contexto, pode com certeza nos apavorar, mas a última Ceia, que rememoramos pela Eucaristia, adverte-nos de que o corpo ofertado do Cristo torna-se alimento vital. Jesus oferece antecipadamente o que querem lhe tomar: "isto é o meu corpo...": a vontade de matar foi, então, apanhada de surpresa. 
     Deus submeteu-se ao desejo perverso do homem. Não para aprová-lo, mas para torná-lo inoperante. Assim, a morte, toda morte, encontra-se submetida a produzir o seu contrário, a vida.
PÃO E VINHO.
     O pão representa nossa necessária relação com a natureza que alimenta a nossa vida. Natureza considerada, enfim, como realidade a ser dominada e transformada. Tudo isso exprime o dom de Si mesmo que Deus nos faz através da Criação. 
     O vinho está mais além do que é o necessário: liga-se à alegria das núpcias e revela o excesso do dom de Deus. Este "supérfluo" mostra que Deus nos preenche para além das nossas necessidades. Alguns vêem no cálice eucarístico a figura do sofrimento humano, apoiados em alguns textos bíblicos. Prefiro a primeira interpretação. 
     De todo modo, na Eucaristia, o pão e o vinho que são sinais sensíveis de nossa existência "terrestre" e de nossa alegria de viver, vêem sua significação elevada a um grau até então inconcebível. Eles nos põem na presença do dom que o Cristo nos faz de sua carne e de seu sangue, verdadeiro pão e verdadeira bebida (ver João 6,48-58). 
     Podemos dizer com certeza que (segundo a fórmula habitual) o pão se torna o corpo do Cristo, mas, lendo João 6, podemos dizer igualmente que o corpo do Cristo torna-se pão. Irineu vai mais longe: "(o Cristo) confirmou que o cálice que vem da Criação era o seu sangue (...), que o pão que vem da Criação era o seu corpo, pelo qual fortifica o nosso corpo." Desde que o homem vive da Criação, da qual faz parte, portanto, desde sempre, ele vive do próprio Deus. Isto é o que nos revela a Eucaristia, bem distante do esquema das fórmulas mágicas.
A MORTE E A VIDA.
     Estamos diante do mistério deste Amor que conduz à sua perfeição o universo inteiro. Vou tentar uma explicação um tanto esquemática: tudo o que existe é levado por uma potência de vida que é a sua fonte. Potência de pensamento, uma vez que pensamos; potência de vontade, uma vez que queremos; potência de amor, uma vez que amamos. 
     Tudo isto é o ato criador, que se desdobra numa história, da qual somos parte envolvida. Quando o influxo criador dentro de nós choca-se contra uma recusa, ele é neutralizado. A Criação torna-se Paixão e o Criador, o Crucificado. Temos assim uma inversão incrível: a carne triturada do Cristo torna-se pão para a nossa vida; o sangue derramado torna-se bebida especial para a nossa alegria. 
     O homicídio não foi devido ao amor, mas este, uma vez que foi morto, é preciso que renasça. Para uma vida à prova da morte. O processo criador atravessa as nossas condutas homicidas e, de uma hora para outra, "mudamos de lado": saímos da esfera dos que produzem a morte e passamos para o lado dos que oferecem a sua vida. 
     Ao participarmos da Eucaristia, estamos significando que fazemos nossa a atitude fundamental do Cristo que, "de condição divina, não se prevaleceu de seu “ser-como-Deus”, mas aniquilou-se a si mesmo..." Para se dar em alimento. De agora em diante, o nosso projeto não pode ser outro senão, assim como o dele, o de "fazer viver" e, por aí, vivermos nós mesmos também.
Fonte: CENTRO ALCEU AMOROSO LIMA PARA A LIBERDADE/CAALL
Rua Mosela, 289 Mosela - Petrópolis RJ CEP 25675-480
Tel/Fax: 55 0** 24 2242-6433
E-mail:bolrede@terra.com.br        centroamorosolima@yahoo.com.br               
 
A PARTILHA DAS REFLEXÕES BÍBLICAS É UMA PARCERIA ENTRE 
XICO LARA
E O
CENTRO ALCEU AMOROSO LIMA PARA A LIBERDADE/CAALL