sexta-feira, 3 de maio de 2013



quarta-feira, 24 de abril de 2013


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MATERIAL LITÚRGICO PARA O QUINTO DOMINGO DO TEMPO PASCAL!  
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Pe. Gilberto Kasper
00:51 (44 minutos atrás)
 
para Cco:mim
 
Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

'PERMANECEI EM MIM" (Jo 15,4).

Com alegria envio-lhes meu Material Litúrgico para o Quinto Domingo do Tempo Pascal, hoje, com sabor de profunda felicidade: O Papa Francisco, por força do Espírito Santo, nos enviou um novo Arcebispo Metropolitano, DOM MOACIR SILVA (Ver anexo: NOSSO ARCEBISPO). Até parece um presente do aniversário natalício de Dom Joviano, que ontem, dia 23, completou junto à Corte Celestial 71 anos. Seja Bendito Aquele que vem em nome do Senhor! Desde já amamos nosso novo Pastor, que certamente robustecerá nossa vida de filhos desta Igreja particular, no Ano da Fétrazendo-nos entusiasmo para sermos ainda mais Comunidade de Comunidades: uma Nova Paróquia! Desde que o anúncio ecoou em nosso coração, nos encontramos com nossoPASTOR na Oração e na Eucaristia!

Nosso amigo Pe. João Paulo Ferreira Ielo enviando-nos pertinente artigo sobre Maioridade Penal, ocupou, nesta semana, nosso espaço nos Jornais TRIBUNA e O DIÁRIO DE RIBEIRÃO PRETO.

Estamos no advento da formação do Grupo de Peregrinos à Terra Santa. Precisamos decidir já, se nos uniremos ao Grupo já formado (Ver Anexo: NOS CAMINHOS DA BÍBLIA COM PE. GILBERTO).

No dia 14 de abril tivemos o privilégio de mergulhar no Útero da Igreja, a Bacia Batismal, oRodrigo, filhinho de nosso Coroinha no tempo de Catedral, Eduardo, sendo padrinho seu irmãoRafael Ribeiro, acompanhados de suas esposas. Anexamos algumas fotos que mostram como o Batizado enriqueceu a pobreza de nosso amado Espaço Cultural de Espiritualidade Santo Antoninho, Pão dos Pobres!

Na sexta-feira, dia 26 de abril entre 15 e 17 horas, teremos o segundo Lançamento do nosso Livro (Ver Anexo) no Centro do Professorado Católico, na Rua Barão do Amazonas, 484 (Ver Anexo). Já no sábado, entre 10 e 12 horas teremos nosso Estudo Bíblico na Santo Antoninho, coordenado pelas dedicadas Amália Terezinha Balbo Di Sicco e Mary Di Sicco Genaro, com nossa assessoria. Também neste momento poderemos adquirir nosso modesto livro.

O terceiro lançamento será na LIVRARIA PARALER da Rua Itacolomi, entre as Avenidas Independência e Presidente Vargas no Alto da Boa Vista, na terça-feira, dia 30 de abril entre 17 e 18 horas. Desde já agradecemos, de coração, a querida MARYLENE BARAQUINI JUNQUEIRA, que abre as portas para nós!

Agradecidos a todos, de coração, desejamos-lhes abundantes bênçãos. Com ternura, o abraço,
Pe. Gilberto Kasper

19/07/2010

A Verdadeira Fé gera Compromisso – A. W. Tozer



Para muitos cristãos, Cristo é um pouco mais que uma idéia. Ele não é um fato. Milhões de cristãos professos falam como se Ele fosse real e agem como se Ele não fosse. E sempre nossa verdadeira posição se faz manifesta pelo modo como agimos, não pelo que falamos.

Podemos provar nossa fé por meio de nosso compromisso com ela, e não de outra forma. Qualquer fé que não conduz aquele que a sustenta não é verdadeira; não passa de uma pseudo fé e pode abalar profundamente alguns de nós se formos subitamente colocados frente a frente com I nossas convicções e forçados a testá-las nas labaredas da vida prática.
Muitos de nós, cristãos, tornamo-nos extremamente habilidosos  em organizar nossa vida de forma a admitir a verdade do Cristianismo sem ficarmos envergonhados com suas implicações. Dispomos as coisas ; de modo que possamos nos dar bem o bastante sem a ajuda divina, ao mesmo tempo em que, ostensivamente, a buscamos. Vangloriamo-nos ; no Senhor, mas vigiamos atentamente para que nunca nos encontremos em uma situação de dependência dele. "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? (Jr 17.9).



A pseudo fé sempre arruma uma saída no caso de Deus falhar. A verdadeira fé conhece apenas um caminho e se dá o prazer de ser desprovida de um segundo caminho ou de substitutos paliativos. Para a verdadeira fé, ou é Deus ou é a queda total. E não faz sentido Adão ter primeiro aparecido na terra tivesse Deus falhado com um único homem ou mulher que Nele confiou.

O homem que tem uma pseudo fé lutará por sua crença em termos verbais, mas se recusará terminantemente a permitir que seja colocada em uma situação difícil onde seu futuro deverá depender dessa fé como sendo algo verdadeiro. Ele sempre se mune de formas secundárias de fugi para que tenha uma saída caso o teto venha a desabar.

O que precisamos urgentemente nesses dias é de um grupo de cristãos que estejam preparados a confiar totalmente em Deus tanto agora  como no último dia. Para cada um de nós certamente está prestes a chegar o tempo em que não teremos outra coisa senão Deus. Saúde, riqueza amigos, esconderijos desaparecerão e teremos apenas Deus. Para o homem que tem a pseudo fé. esta é uma idéia apavorante, mas para o que tem a verdadeira é uma das idéias mais confortantes que o coração pode nutrir.


Seria uma tragédia, de fato, chegar ao lugar onde não temos outra coisa senão Deus e descobrir que não confiamos realmente Nele durante i nossa passagem pela terra. Seria melhor convidar Deus agora para pôr fim a toda confiança falsa, libertar nosso coração de todos os recônditos secretos; nos levar a um lugar exposto para que possamos descobrir, por nós mesmos se realmente confiamos Nele ou não. Este é um remédio terrível, porém infalível, para nossas dificuldades. Remédios menos fortes podem ser muito fracos para a realização desta obra. E o tempo está passando diante de nós.

1 comentários:

segunda-feira, 22 de abril de 2013


Responsório Cf. Ap 14,7.6

R. Escutei no céu a voz de muitos anjos, que diziam:
* Temei a Deus e dai-lhe glória,
adorai o Criador do céu e da terra, mar e fontes. Aleluia.
V. Vi um anjo do Senhor, que voava em meio aos céus,
e clamava em alta voz: * Temei a Deus.

Segunda leitura
Dos Sermões de São Pedro Crisólogo, bispo
(Sermo 108: PL 52,499-500)        (Séc.V)

Sê tu sacrifício e sacerdote de Deus
        Pela misericórdia de Deus, eu vos exorto, irmãos (Rm12,1). Paulo exorta, ou melhor, é Deus que por intermédio de Paulo nos exorta, pois deseja ser mais amado que temido. Deus exorta-nos, porque quer ser mais Pai do que Senhor. Deus exorta-nos, pela sua misericórdia, para não ter de nos castigar com o seu rigor. 
        Ouve como o Senhor exorta: Vede, vede em mim o vosso corpo, os vossos membros, o vosso coração, os vossos ossos, o vosso sangue. Esse temeis o que é de Deus, por que não amais o que também é vosso? Se fugis do Senhor, por que não recorreis ao Pai? 
        Talvez vos perturbe a enormidade de meus sofrimentos causados por vós. Não tenhais medo. Esta cruz não me feriu a mim, mas feriu a morte. Estes cravos não me provocam dor, mas cravam mais profundamente em mim o amor por vós. Estas chagas não me fazem soltar gemidos, mas vos introduzem ainda mais intimamente em meu coração. O meu corpo, ao ser estirado na cruz, não aumenta o meu sofrimento, mas dilata os espaços do coração para vos acolher. Meu sangue não é uma perda para mim, mas é o preço do vosso resgate. 
        Vinde, pois, convertei-vos e pelo menos assim experimentareis a bondade do Pai, que paga os males com o bem, as injúrias com amor, tão grandes chagas com tamanha caridade. 
        Ouçamos, porém, a insistência do Apóstolo: Eu vos exorto a vos oferecerdes em sacrifício vivo (Rm 12,1). Pedindo deste modo, o Apóstolo ergueu todos os seres humanos à dignidade sacerdotal: a vos oferecerdes em sacrifício vivo. 
        Ó inaudito mistério do sacerdócio cristão, em que o ser humano é para si mesmo vítima e sacerdote! O ser humano não precisa ir buscar fora de si a vítima que deve oferecer a Deus; traz consigo e em si o que irá sacrificar a Deus. Permanecem intactos tanto a vítima como o sacerdote; a vítima é imolada mas continua viva, e o sacerdote que oferece o sacrifício não pode matar a vítima. 
        Admirável sacrifício em que o corpo é oferecido sem imolação e o sangue sem derramamento! Pela misericórdia de Deus eu vos exorto a vos oferecerdes em sacrifício vivo. Irmãos, este sacrifício é imagem do sacrifício de Cristo que, para dar a vida ao mundo, imolou o seu corpo, permanecendo vivo; na verdade, ele fez de seu corpo um sacrifício vivo, porque tendo morrido, continua vivo. Num sacrifício como este, a morte teve a sua parte, mas a vítima permanece; a vítima vive,enquanto a morte é castigada. Por isso, os mártires nascem com a morte, no fim da vida é que começam a vivê-la; coma sua imolação revivem e brilham agora nos céus os que na terra eram tidos como mortos.  
        Pela misericórdia de Deus, eu vos exorto, irmãos, a vos oferecerdes em sacrifício vivo, santo. É o que também cantava o Profeta: Tu não quiseste nem vítima nem oferenda, mas formaste-me um corpo (cf. Sl 39,7; Hb 10,5). 
        Ó homem, sê tu sacrifício e sacerdote de Deus; não percas aquilo que te foi dado pelo poder do Senhor. Reveste-te com a túnica da santidade, cinge-te com o cíngulo da castidade; seja Cristo o véu de proteção da tua cabeça; que a cruz permaneça em tua fronte como defesa. Grava em teu peito o sinal da divina ciência; eleva continuamente a tua oração como perfume de incenso; empunha a espada do Espírito; faze de teu coração um altar. E assim, com toda confiança, oferece teu corpo como vítima a Deus. 
        Deus não quer a morte, mas a fé; ele não tem sede do teu sangue, mas do teu sacrifício; não se aplaca com a morte violenta, mas com a vontade generosa.

Responsório Ap 5,9bcd.10a

R. Vós sois digno, Senhor, nosso Deus,
de o livro nas mãos receber
e de abrir suas folhas lacradas,
porque fostes por nós imolado,
* Para Deus nos remiu vosso sangue. Aleluia.
V. Pois fizestes, de nós, para Deus,
sacerdotes e povo de reis.
* Para Deus.

Oração  
Concedei, ó Deus todo-poderoso, que, celebrando o mistério da ressurreição do Senhor, possamos acolher com alegria a nossa redenção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


há 2 horas 

Sábado dia 20/04/2013 a convite da FRENTE CRISTÃ SOCIAL (FCS), estivemos presente no debate sobre a violência urbana (A vulnerabilidade social e a violência urbana no Brasil do século XXI) com a presença de pesquisadores e membros da sociedade civil organizada. Com a mediação enriquecedora do Prof. Cassoni compuseram a mesa Ronie Charles Ferreia de Andrade, pesquisador da USP-Ribeirão, Sérgio Kodato do Núcleo de Violência da USP-RP, Luiz Eduardo Ulian Junqueira, primeiro tenente da Polícia Militar, Anderson Polverel, da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Dr. João Gandini, ex-juiz de Direito, o Delegado de Polície e vereador Samuel Zanferdini e Júnior Mendes, responsável e administrador de presídios. Em quase 3 horas de debate foram apresentadas reflexões e soluções para o combate à violência e suas causas.
Agradecemos o convite do Pastor Ocimar Jose Faria Oliveira para este estimulante debate.

domingo, 21 de abril de 2013



domingo, 21 de abril de 2013

Conhecendo o inimigo

Frente Cristã Social organiza debate sobre combate à violência. Conhecer as causas é o método a ser seguido. Pois, conforme preconiza o adágio popular: prevenir é melhor do que remediar

Matheus Viana

Em A arte da guerra, Sun Tzu diz que a principal arma para derrotar nosso inimigo é conhecê-lo. Temos, como sociedade, um inimigo em comum: um vilão chamado violência. Como combatê-lo? Este foi o mote do debate promovido pela Frente Cristã Social no dia 20 de abril, no templo da Igreja Metodista Renovada em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. 

O evento contou com a participação do professor e jornalista Antônio Cassoni, do vereador e delegado da Polícia Civil, Samuel Zanferdini, do Primeiro Tenente da Polícia Militar, Luiz Eduardo Ulian Junqueira, do advogado e membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Anderson Polverel, do juiz aposentado João Gandini, dos membros do Observatório de Violência da USP de Ribeirão Preto, os professores Sérgio Kodato e Ronie Charles, e de Júnior Mendes, do Sistema Penitenciário do Estado de São Paulo, responsável pelas penitenciárias no município de Ribeirão Preto e pesquisador da USP.



Da esquerda para a direita: Sérgio Kodato, Tenente Junqueira, Anderson Polverel, Ocimar Oliveira, Antonio Cassoni, João Gandini, Ronie Chaves e Samuel Zanferdini


Ocimar Oliveira, pastor e fundador da Frente Cristã Social, abriu o evento evocando o provérbio de Salomão: “Ensine a criança o caminho em que deve andar, e quando for velho não se desviará dele.” (Provérbios 22:6). Citou também o pensamento do psiquiatra e educador Içami Tiba que diz que os pais que levam os filhos à igreja não vão buscá-los na cadeia, elucidando sobre o papel da igreja no tocante à educação e consequente formação de cidadãos.

Como mediador do debate, Antônio Cassoni falou sobre a nuvem de medo que paira sobre a sociedade atual em detrimento da célere disseminação da violência. Em seguida, Samuel Zanferdini apontou os fatores que deságuam no mar de terror que banha as principais cidades do país. Segundo ele, a educação é precária, pois a ausência de investimentos em infra-estrutura é notória. Por isso, o sistema educacional como um todo deixou de ser atrativo para os alunos, o que resulta no alto número de evasão. Há uma grande possibilidade, conforme temos visto, de que a maioria dos que abandonam as escolas se enverede pela vida do crime.

Outro ponto abordado por Zanferdini é a fácil disseminação das drogas, em especial do crack. Fomentado pela curiosidade natural do ser humano, principalmente do contingente infanto-juvenil, o alto número das chamadas “bocas de fumo” se instalou como um câncer. A violência oriunda das disputas por pontos de tráfico, e também dos pequenos delitos cometidos por usuários para alimentarem o vício, é inevitável neste sentido.

Para combater esta realidade nua e crua, a Polícia Civil, de acordo com Zanferdini, é desestruturada. O delegado aponta para o pequeno número de efetivos para atender a crescente demanda do crime organizado. “Para se ter uma ideia da precariedade estrutural da Polícia, um escrivão chega a atender quatro delegacias. A quantidade de viaturas é insatisfatória para atender a grande área coberta pelo DP (Distrito Policial) que dirijo.”, desabafou.

Zanferdini não deixou de relatar a incapacidade do Estado em ressocializar. “A Fundação Casa é um sistema falido. E, por sua vez, a penitenciária é uma escola do crime.”, disparou. De acordo com o delegado e vereador, como uma espécie de efeito cascata, tais fatos acarretam na frouxidão da lei e na consequente impunidade. “Por conta da alta demografia carcerária, há a frouxidão da lei. O que alimenta a impunidade e, consequentemente, aumenta a violência.”, afirmou. Como soluções, propôs o aumento expressivo de investimentos na educação, combate ao acesso às drogas e a criação de leis mais severas.

Num discurso efusivo e com uma dose cavalar de emoção, o professor e pesquisador Ronie Charles disparou: “A arte precisa revolucionar o aspecto social. A violência não é exclusividade da pobreza, mas a pobreza agrava a violência.”. Aproveitou a ocasião para apresentar sua teoria chamada deEfeito do vazio: “Prego uma coisa, mas faço outra. Estabeleço uma lei, mas não a cumpro. A existência da corrupção nas instituições jurídicas; da ignorância nas instituições educacionais; de doenças em instituições de saúde; da violência nas instituições que pregam a não-violência; a demonização da violência nas escolas, mas a devoção e o culto à modalidade esportiva chamada UFC. Tudo isso é desdobramento destes vazios sociais.”.

Para Charles, todos estes disparates são oriundos da individualização do ser humano, o que fomenta a desvalorização do próximo. “Nosso modelo educacional gera competidores e não cooperadores.”, atesta. Este modelo educacional, segundo Charles, age de acordo com as normas pautadas no lucro e no bem-estar pessoal. “O alcoolismo, por exemplo, é sustentado pela sociedade porque é economicamente viável”, vocifera.

O ex-juiz João Gandini hasteou a bandeira da igualdade de oportunidades. “Só seremos um país desenvolvido quando tivermos educação de qualidade para todos”, declarou. No entanto, como a proposta era debater a violência nos moldes criminais, adequou seu discurso ao tema do evento. Fato que o fez relembrar a afirmação feita por ele no ano de 1998, quando ainda exercia o ofício de juiz: “A Justiça Penal está falida”. Desde então, segundo Gandini, a Justiça piorou. Sobre a frouxidão das leis, questão abordada anteriormente pelo delegado e vereador Samuel Zanferdini, Gandini elucidou o caráter “faz-de-conta” da Justiça brasileira. “Mudanças nas leis são de cunho eleitoreiro, populista, feitas por pessoas que apenas querem seguir a onda do clamor público. E a mídia, conivente com esta irresponsabilidade execrável, contribui, em larga escala, para sua disseminação. O que compromete o caráter jurídico do país.”.

Gandini também elucidou sobre os aspectos que chamou de “violências invisíveis”, como por exemplo, a má-qualidade da educação, as desigualdades sociais e a precariedade do sistema público de saúde. O que, segundo o ex-juiz, contribui para o aumento da violência que, de certa forma, é rentável para alguns integrantes da política tupiniquim. Gandini informou que está prevista para o ano de 2013, pelo Governo do Estado de São Paulo, a quantia de R$ 22 bilhões para investimentos nos setores jurídico e de segurança pública, o que inclui a construção de novos presídios. Indícios de obras superfaturadas e seus respectivos beneficiados.

Em um discurso sucinto, o advogado e membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Anderson Polverel, bateu na tecla da participação efetiva do Estado na coerção da violência. “Não há mudança sem a presença do Estado. E o Estado é ausente na comunidade.”, afirmou. Apesar de citar a importância da religião na formação moral e social do indivíduo, disse que ela não extingue a participação do Estado na busca pelo bem-estar da comunidade. Na esteira de Polverel, o Tenente Junqueira reforçou o papel da religião na educação do ser humano e na consequente diminuição da violência na sociedade ao qual está inserido. “Tive aulas de Educação Moral e Cívica e também de Religião. E atualmente estas duas matérias fazem falta.”, lamentou.

“Se cada um cuidar de sua família, cuidaremos da comunidade.” Citando este provérbio de Confúcio, o professor e pesquisador Sérgio Kodato propôs uma política conjunta entre pais e professores no tocante à gestão das salas de aula. Um dos problemas a serem solucionados, segundo Kodato, é a falta de desenvolvimento na capacidade de ensino do sistema educacional brasileiro. “Devido ao engessamento do sistema educacional, a violência na sala de aula tornou-se comum. A internet encantou os nossos filhos em relação ao conhecimento. Devido a isso, estamos diante de escolas desencantadas, pois estão desprovidas de tecnologia.”, diagnosticou. Kodato propôs, no entanto, que a escola não seja atraente apenas para os alunos, mas também para os pais. Pois, segundo ele, os professores não são capazes de administrar, de maneira satisfatória, uma sala de aula por completo. Por isso precisam da participação efetiva dos pais para esta nobre missão.

Júnior Mendes (foto abaixo), na tentativa de sintetizar todo o conteúdo exposto, preconizou: “Tudo começa pela educação”. Para sustentar sua afirmação, argumentou: “A discussão do combate à violência deve começar na igreja, pois a origem do mal humano é espiritual.”. Por conhecer o sistema penitenciário internamente, Mendes abordou um fator que não fora abordado até então: “Somente os que praticam os crimes é que são encarcerados. Mas há os que administram o crime organizado. Além disso, há também os que administram o crime de dentro dos presídios. Se temos um contingente de 2000 presos, apenas 20 deles comandam todo o restante. O PCC é um exemplo vivo.”, afirmou.

Diante desta “política do crime organizado”, Mendes afirmou: “Sou contra benefícios para presos que controlam ou são controlados por outros presos. Pois eles também infringem a lei do próprio sistema penitenciário”. Mendes atribui esta certa facilidade de burlar o sistema penitenciário à alta demografia prisional. “A questão do trabalho e educação para a ressocialização dos presos é feito com esmero. Mas não é suficiente para o excessivo contingente prisional.”, atestou.

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